Projeto Vira Lata - Jardim Boa Vista - Butantã
O projeto de comercialização de materiais - Projeto Vira Lata - nasceu em maio de 1999, a partir da preocupação de lideranças do bairro, da Comunidade (Pastoral Social), SAB, conselhos de escolas e demais apoiadores da situação de inúmeros chefes de família desempregados, sem qualificação profissional, com mais de 40 anos de idade, A falta de perspectiva dessas pessoas em conquistar uma vaga no mercado de trabalho motivou a iniciativa dessas entidades que buscaram formas alternativas de geração de renda. A proposta analisada e considerada viável foi o projeto de comercialização de materiais recicláveis.
A elaboração e consolidação deste projeto se deu na constituição de uma associação com prática cooperativista com os trabalhadores do projeto. O dinheiro arrecadado na comercialização é revertido aos próprios trabalhadores e também para um fundo de caixa para despesas e para adquirir equipamentos.
Desde o início verificaram-se algumas necessidades iniciais como: lugar para o armazenamento, definir e viabilizar formas de coleta, transporte de materiais, entre outras.
Inicialmente se conseguiu dois locais para o armazenamento dos materiais (a Igreja Divino Mestre e a Sociedade amigos de Bairro do Jardim Boa Vista; estabeleceu-se também uma rotina de trabalho para coletar os materiais recicláveis nas ruas do bairro. Além disso, várias empresas ajudam com doação de materiais e com o transporte.
Hoje o projeto cresceu muito, com a adesão cada vez maior de moradores do bairro e de bairros vizinhos, com um número crescente de condomínios e escolas doando os seus materiais e com mais empresas colaborando comdoação e transporte dos recicláveis. São recolhidos, ou em postos de entrega voluntária ou coleta diretamente nas casas, escolas e condomínios: alumínio, papel/jornal, PET, plásticos, tetrapack e vidros.
Até junho de 2000 movimentou-se um total de 160.893 kg. de materiais e oito trabalhadores, que estavam desempregados, conseguiram ocupação.
Veja aqui uma parte do Boletim da Lata, jornalzinho desenvolvido pelo Projeto Vira Lata.
"Acompanhe conosco o volume total de materias que movimentamos, até 30 de Junho de 2000. Estes materiais deixaram de poluir ou provocar transtornos em nossa cidade e tiveram seu destino correto: a reciclagem".
Material |
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Kg. / Um. |
| Alumínio |
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2.739,40 |
| Papel / Jornal |
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93.930,00 |
| PET |
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10.840,20 |
| Plásticos |
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10.382,30 |
| Tetrapak |
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90,50 |
| Vidros |
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42.910,00 |
| Totais |
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160.892,40 |
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Coleta porta-a-porta dos recicláveis |
Projeto Vira Lata
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Vidros separados em latões pelos cooperados |
Ação Social, Cultural e Ambiental
Comentários, críticas, sugestões, correções e outras informações, podem ser enviadas ao Boletim da Lata
Av. Embaixador Macedo Soares, 6000 - Vila Leopoldina - São Paulo - SP
Telefone: (11) 3831-1501 / 8181-3818
Condomínio residencial: Condomínio Trafalgar Square

O condomínio Trafalgar Square, localizado no bairro do Morumbi, é composto por 72 apartamentos, distribuídos em 24 andares, com uma população em torno de 350 pessoas.
Iniciou seu programa de coleta seletiva em janeiro de 1999, usando como modelo o Projeto Jogo Limpo, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e CETESB, então coordenado pelas atuais diretoras do Instituto GEA - Ética e Meio Ambiente.
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Lixeiras para recicláveis colocadas em todos os
andares |
O programa de coleta seletiva recolhe mensalmente mais de uma tonelada de material reciclável : papel, metal, plástico e vidro, que retorna à indústria através de canais qualificados e permanentemente administrados pela Comissão Organizadora do programa.
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O antigo depósito de lixo fica praticamente vazio |
De janeiro de 1999 a junho de 2000. o Trafalgar Square recolheu mais de 20 toneladas de material inorgânico reciclável, e também iniciou a coleta de material orgânico para fins de compostagem , em composteira já instalada e em pleno funcionamento.
Materiais recolhidos:
- 13.781 Kgs de papel (295 árvores poupadas e 1 bilhão e meio de Litros de água);
- 2.700 kg. de plástico - material suficiente para produzir cerca de 90.000 embalagens PET;
- 540 Kgs de metal - material suficiente para produzir mais de 37.000 latinhas de refrigerante/cerveja;
- 3.670 Kgs de vidro - material suficiente para produzir 3.670 Kgs de vidro sem envolver matéria prima adicional.
Graças à arquitetura do condomínio, composto por três torres que se interconectam através de corredores de serviço, o modelo adotado para a coleta envolveu a colocação de 4 coletores em cada andar, identificados através de adesivos explicativos.
Os moradores levam o material reciclável aos coletores de acordo com a sua conveniência. A principal exigência é de que o material coletado esteja limpo.
Duas ou três vezes por semana, o material é recolhido pelo pessoal da limpeza e armazenado em uma área da garagem.
Quando a armazenagem atinge um volume que justifique o carreto, os parceiros que fazem a coleta são chamados.
A escolha de "conteiners" plásticos, facilmente encontráveis no comércio, foi uma decisão que visou baratear os custos de implantação do projeto - foram colocados 96 "conteiners", em cor cinza, e com adesivos coloridos.
O programa, depois de implantado, ampliou o seu escopo inicial e passou a atingir também aspectos sociais.
Novos passos do programa:
- Coleta e reciclagem de material orgânico ;
- Criação de mini-hortas, onde nossas crianças plantam pequenos vegetais em terra adubada pelo composto orgânico gerado pelo próprio condomínio;
- Equacionamento da coleta de outros materiais, como: tetrapak, isopor, baterias de celular, etc..
- Divulgação do programa junto a condomínios vizinhos, buscando aumentar o volume da coleta e obter melhores condições de negociação junto às empresas coletoras;
- Educação de adultos - curso de alfabetização;
- Contatos com outros condomínios da região;
COLETA SELETIVA DO CONDOMÍNIO JOÃO MOURA, UMA EXPERIÊNCIA BEM SUCEDIDA
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Crianças do condomínio participam de oficina de
reciclagem de papel |
Em meados de 99, em uma reunião de condôminos, alguns moradores manifestaram seu inconformismo com a quantidade de materiais recicláveis que eram diariamente dispensados por nosso condomínio. Formamos uma equipe de moradores voluntários e interessados em discutir o assunto. No início, tivemos dificuldade para estabelecer os primeiros passos. Na verdade não sabíamos como começar e o que era necessário fazer.
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Produção de papel artesanal |
Em contato com membros do Instituto GEA obtivemos informações e dicas para estruturar nosso Projeto de Coleta Seletiva. Nossas ações foram divididas em quatro fases:
FASE I: PLANEJAMENTO
Analisamos o perfil dos moradores e fizemos uma amostragem do lixo diário para conhecer o potencial de lixo reciclável gerado pelo condomínio. Um grupo de moradores, dentro de sua rotina, separou o que era possível de materiais recicláveis, em uma semana. Analisamos as dúvidas e dificuldades e fizemos uma projeção mensal, identificando os materiais que iríamos manipular, bem como os procedimentos de sua coleta, estocagem e liberação.
Discutimos sobre local e forma de acondicionamento dos materiais, inclusive compra de coletores.
Apresentamos a idéia para os faxineiros - elementos fundamentais e essenciais para viabilizar o projeto. Criamos uma estreita parceria nesse desafio.
Para a coleta dos materiais nos apartamentos, como não temos espaços para coletores nos corredores dos andares, planejamos a colocação de coletores por um determinado período (2 horas), 3 vezes por semana (2a., 4as. e 6as.) nos andares ímpares e nos andares pares, pelo mesmo período de 2 horas, às 3as., 5as. e sábados). Assim todos os dias os condôminos têm a opção de poder levar os seus recicláveis ou no seu próprio andar, ou em um andar acima ou abaixo. O faxineiro, após o horário em que os coletores ficam nos andares, recolhe-os coletores com os recicláveis, levando-os para o local de armazenamento.
Elaboramos materiais informativos com conteúdo de educação ambiental para preparar os condôminos sobre a futura mudança de hábitos que iríamos propor.
FASE II: LANÇAMENTO
Organizamos uma festa de lançamento do Projeto, na qual contamos com a presença de uma representante do Instituto GEA. Distribuímos cartilhas para todos os condôminos.
FASE III: IMPLANTAÇÃO
Observamos os problemas na rotina da coleta e pesquisamos o destino a ser dado ao material coletado.
Nesta fase nos deparamos com praticamente todas as dificuldades do nosso trabalho. Veja abaixo.
FASE IV: MANUTENÇÃO (ESTÁGIO ATUAL)
Emitimos frequentemente informes com ações corretivas (tipo tira-dúvidas), apresentamos balanços mensais sobre o volume arrecadado e o respectivo destino dos mesmos. Realizamos duas oficinas para as crianças, uma de papel reciclado e outra de confecção de brinquedos. Pretendemos continuar a organizar festas e eventos para reforçar a importância do novo hábito de separar o lixo reciclável.
Estamos recolhendo uma média de uma tonelada/mês de recicláveis. Temos vendido o papel e o alumínio e doado os plásticos e vidros. Os contatos desses sucateiros e entidades que recebem esses materiais como doação estão nas Listas do Instituto GEA.
DIFICULDADES ENCONTRADAS
1) Encontrar sucateiros dispostos a recolher o material em nosso condomínio. Não foi fácil identificar empresas que agendassem e efetivamente recolhessem as quantidades oferecidas por nós. Os sucateiros trabalham com materiais específicos, quantidades mínimas e em áreas específicas da cidade. Muitos trabalham somente com grandes quantidades, nâo operam no bairro em que moramos, Pinheiros. Além disso, nem sempre cumprem a data agendada. Como o espaço de estocagem que dispomos no condomínio é relativamente pequeno, isso nos obriga a vender ou doar pequenas quantidades.
2) Tivemos a ocorrência de baratas no local de armazenamento. Issso nos impõe cuidados permanentes de limpeza e dedetização no local e nos coletores.
3) Os comunicados não atingem ou sensibilizam a totalidade dos condôminos. Ainda encontramos lixo reciclável com resíduos, pequenos volumes de recicláveis junto ao lixo comum. Há ainda a presença de materiais que não reciclamos, como as embalagens longa vida. Entretanto observamos sistematicamente a diminuição de tais comportamentos, mediante a frequência de nossos informes. É importante elaborar campanhas específicas, por exemplo, não jogar material com resíduo.
4) Apesar da simpatia dos condôminos pelo Projeto e sua boa adesão, é mínima a participação de voluntários na condução das tarefas.
5) Pela ausência de sinalização nos coletores, tivemos problemas de lixo comum misturados com o lixo reciclével. Após a sinalização, praticamente erradicamos esse problema.
NOSSAS DICAS
1) Antes de iniciar, procure orientação técnica com o GEA para fazer o planejamento.
2) Faça um trabalho alegre, comunique o máximo com sua comunidade, inclusive as crianças.
3) Ouça atentamente os faxineiros do seu prédio; sem o envolvimento deles o projeto não decola.
4) Apresente total transparência em suas atividades. Faça balanços mensais. Mantenha sempre um canal aberto para dúvidas, créticas e sugestões. Ouça e promova rapidamente ações corretivas.
5) É importante que o Projeto traga benefícios ecológicos, sociais e econômicos para realmente envolver todos os participantes. Em nossa experiência, o apelo ecológico é o fator predominante, porém, procuramos tanto vender como doar materiais. Vendemos papéis e derivados, latinhas de alumínio, toners e cartuchos de impressoras. Doamos para instituições assistenciais vidros, plásticos e outros metais. Do montante arrecadado, distribuímos 50% aos faxineiros e o restante destinamos à manutenção do Projeto e a benefícios para o condomínio. É importante destacar que, desde o início, desvinculamos nossas atividades das funções tradicionais do condomínio. Nossas atividades são voluntárias, não envolvem a figura do síndico do prédio, nem grandes despesas ou receitas para o condomínio.
6) Não desista, vale a pena. Boa sorte!
Contatos: Maria Ines - fone: 11-3814-5061 / e-mail: inesr@uol.com.br
Reciclagem no Champs Élysées
Há pouco mais de dois anos iniciamos em nosso condomínio o programa de coleta seletiva de lixo. Antes, porém, procuramos na Secretaria do Meio Ambiente o „Projeto Jogo Limpo". Através da Araci e Ana Maria, que hoje dirigem o GEA, recebemos toda a orientação no sentido de viabilizar o nosso programa.
No início aproveitamos o material que já tínhamos, sem fazer qualquer investimento no projeto. Enviamos algumas circulares aos apartamentos, fizemos uma apresentação do programa como um todo e trouxemos um pessoal para fazer uma palestra sobre „Reciclagem". Pedimos ao condôminos que separassem o papel (jornais, revistas, papelão, etc.), as latas de alumínio e as embalagens de plástico, vidro e metais ferrosos. Não tínhamos idéia de quanto poderíamos recolher. O „Projeto Jogo Limpo" na época nos forneceu uma lista de sucateiros e empresas que compravam ou recebiam o material coletado. Também nos deu um manual que serviu de modelo para confeccionarmos o nosso, adaptado à nossa realidade.
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Bazar de produtos reutilizáveis |
A resposta veio rapidamente. Em menos de um ano já havíamos diminuído substancialmente o nosso lixo, pois pudemos constatar que a maior parte de nosso, "lixo"era composto de embalagens que hoje são recicladas.
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Utilização de big-bags de ráfia, para armazenar os
recicláveis |
Paralelamente, organizamos a cada três meses um bazar de roupas e objetos usados para os funcionários do condomínio e dos apartamentos. O valor arrecadado é destinado à compra de coletores de material reciclável, prêmios para os funcionários diretamente ligados à reciclagem e incrementação do programa como um todo.
Texto elaborado por: Marion Burin - Condomínio Champs Élysées.
CONDOMÍNIO HORIZONTAL: RIVIERA PAULISTA
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Guaritas de entrada do condomínio horizontal |
Riviera Recicla
Pensando no Presente e no Futuro
O que é.
É um programa de Coleta Seletiva de Lixo iniciado em novembro de 1999 com a implantação de um PEV - Posto de Entrega Voluntária, na Riviera Paulista. Estão sendo coletados papéis, latas de alumínio, vidros e plásticos (PET).
Onde está acontecendo.
O Riviera Recicla foi implantado na Riviera Paulista, com planos de expansão para o vizinho Jardim Riviera. São dois bairros residenciais que ocupam uma península da Represa do Guarapiranga, no final da Estrada da Riviera, área de proteção de mananciais. Atualmente, o programa atinge um universo de 230 domicílios na Riviera Paulista, num total aproximado de 1000 pessoas.
Quem gerencia o programa.
O Riviera Recicla é gerenciado pelo Núcleo do Meio Ambiente da SARP, Sociedade Amigos da Riviera Paulista (link: www.sarp.org.br), e pelo CFRSJ, Centro de Formação e Recreação São José, parte integrante da Sociedade Santos Mártires, entidade civil beneficente que atende crianças e adolescentes de baixa renda, moradores de bairros próximos nos Distritos do Jardim Ângela e Jardim São Luiz.
Quais são os objetivos.
Objetivo geral: implantar a coleta seletiva de lixo e PEV nos bairros Riviera Paulista e Jardim Riviera, contribuindo para a conscientização dos moradores quanto aos problemas ambientais e estimulando uma reflexão e mudança de atitude com respeito aos três Rs: reduzir, reutilizar, reciclar.
Objetivos específicos: implantar e operar um posto de entrega voluntária (PEV); gerar receita com a venda dos materiais recicláveis, e diminuir o lixo destinado aos aterros sanitários.
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Retirada de materiais recicláveis |
Como é o dia-a-dia do Riviera Recicla.
Diariamente, dois funcionários da SARP recolhem os materiais recicláveis no PEV e os levam para o CFRSJ, onde eles são separados, enfardados e armazenados por educadoras do Centro. Existe uma área de estocagem de 120m2, coberta, com mesas e balança para pesagem. Os materiais são retirados periodicamente pelos compradores.
Todos os dados de coleta e comercialização são lançados em planilhas de acompanhamento que retratam, ao final de cada mês, o andamento do programa, os ganhos financeiros e ambientais (árvores poupadas, barris de petróleo economizados, etc.).
Os resultados obtidos (novembro 1999 a junho 2002).
Ganhos sociais
- As atividades de educação ambiental
O programa vem proporcionando aos jovens do CFRSJ eventos direcionados para a sensibilização e a consciência a respeito dos problemas ambientais (oficinas de fabricação de papel reciclado, teatro, música, vídeos educativos, etc.).
- Cestas básicas
Os dois funcionários da área de manutenção da SARP, que são responsáveis pelo transporte dos materiais do PEV ao CFRSJ, recebem mensalmente uma cesta básica, custeada pela renda obtida com a venda dos recicláveis.
- Cidadania
O Programa oferece oportunidade para uma parcela da população paulistana exercer sua cidadania, contribuindo, com sua participação, para a qualidade de vida da comunidade.
Ganhos ambientais
Estimulando o crescimento do programa.
Foram feitos investimentos na estrutura do PEV - um container de coleta seletiva de metal com o logotipo do programa, localizado na entrada do bairro, que se revelou pequeno para o volume de materiais coletados. Atualmente, o PEV constitui-se de um “puxadinho” com estrutura de madeira e telhas de barro, com containers de madeira maciça, especialmente desenhado para o projeto e construído com recursos do Programa e doações de materiais. O programa também ganhará um novo parceiro, a Escola Estadual de Primeiro Grau Leila Sabino, no bairro vizinho Jardim Riviera.
Uma grande lição.
Por mais que um programa de Coleta Seletiva de Lixo como o Riviera Recicla seja uma iniciativa voluntária da comunidade, a profissionalização é fundamental para a sua sobrevivência: é indispensável elaborar um projeto, criar mecanismos de acompanhamento e de avaliação constantes, investir na melhoria das operações, dos equipamentos e das instalações, com recursos próprios e/ou de terceiros. Igualmente importante é investir no marketing do programa: divulgação, sensibilização e educação, numa contínua realimentação dos participantes.
NEC do Brasil
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Latões de coleta de latas de alumínio,
no pátio da empresa |
O programa da NEC foi implantado em 1998 e incluiu um grande programa de treinamento ambiental dos funcionários, com palestras e a organização de uma exposição de produtos feitos com materiais reciclados.
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Estante para troca/reutilização de revistas, livros e
material de escritório |
A NEC recolhe papéis, alumínio, plásticos e vidros. Implantou também uma estante chamada “Leva e Traz”, para que os funcionários pudesse m trocar seus livros, revistas e apostilas já lidos, desenvolvendo a noção da reutilização de materiais e de compartilhamento, o que incentivou a cidadania.
SPCOM Comércio e Promoções Ltda.
O programa da SPCOM partiu da vontade da administração da empresa de atuar positivamente no meio ambiente e também de utilizar seus materiais recicláveis para auxiliar uma entidade beneficente que atende menores órfãos de pais com AIDS.
Inclui a seleção de papéis, plásticos PET e latas de alumínio, tanto geradas no ambiente de trabalho quanto trazidos de casa pelos funcionários. O programa da SPCOM também contempla a reutilização, através da implantaçào de caixas para reaproveitamento de folhas usadas de um só lado (para impressão de documentos internos ou produçào de bloquinhos de rascunho) e também através da estante “Leva e Traz”, para a troca de livros e revistas usados pelos funcionários.
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Coletores para papel, alumínio e PET |
Na SPCOM foi realizado amplo trabalho de conscientizaçào , onde todos os funcionários passaram por treinamento ambiental.
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Treinamento ambiental para todos os funcionários |
A Santa Coleta - Colégio Santa Maria
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Coletores de recicláveis no pátio da escola. |
O projeto do Colégio Santa Maria, cujo nome , Santa Coleta, foi escolhido pelos próprios alunos, foi implantado no segundo semestre de 1999, sob orientação de Araci Musolino Montineri. Os materiais coletados são papéis e latas.
Procurou-se estruturar o Projeto, criando-se uma comissão organizadora que se reúne mensalmente, formada por representantes de funcionários, professores e alunos de vários níveis de ensino.
Objetivando a redução da produção de lixo, substituiu-se os copos de plástico das salas dos professores, da parte administrativa e do refeitório por canecas e xícaras de louça e copos de vidro. Na cantina, o refrigerante que era servido em copos de papel foi trocado pelo similar em latas.
Em todos os setores da escola , salas de aula, dos professores, quadras de esportes e pátios há coletores de papéis e latas, mostrando que o Santa Coleta veio para ficar e fazer parte do cotidiano da comunidade escolar.
A única dificuldade que houve foi com relação à substituição dos copos de plástico por canecas de louça.
Agora, ao ato de tomar um cafezinho, segue-se um outro, qual seja, o de lavar a caneca, mesmo que esse último seja feito ao final do expediente. E isso demanda um trabalho extra que não existia com o uso do copo de plástico. Felizmente isso é problema para poucas ... muito poucas pessoas daqui.
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Copos plásticos foram substituídos por canecas de
louça, na sala dos professores |
São Paulo, agosto de 2.000
Hernani Facundo Leite
Professor de Ciências das oitavas séries do Colégio Santa Maria